Já ouviu falar em… desenho?

Passando pelo site da revista Zupi me deparei com um texto bem interessante da Zirlene Rodrigues que é uma publicitária e especialista em semiótica, na coluna ela fala sobre a mais antiga expressão artistica que é o desenho, muito interessante, confiram:

“É intrigante, mas em meio a acontecimentos como a alardeada preocupação ambiental, a qualidade de vida, o ecologicamente correto ou sobre qual é a moda da nova estação, que já movimentam milhões no mercado mundial, o desenho pode ser classificado como o embrião do início de todos esses eventos quando se pensa em uma referência imagética.

Não se trata do novo modelo de vestido lançado da coleção “X” e nem do quadro do pintor contemporâneo vendido na última semana por seus dois milhões. O simples fato de dar início a um pensamento qualquer, considerando a semiótica peirciana e sua classificação do pensamento, desde a primeiridade à terceiridade.

Nesse caso, podemos ter a audácia de chamar o desenho de uma “ebulição visual inconsciente”.

Mesmo assim, a questão continua. O desenho ainda não foi esclarecido em todo esse processo e você, para sanar a dúvida, continua a leitura na tentativa de captar a mensagem real deste texto e entender sua proposta. Não se trata de um desafio, mas de uma constatação.

Se separarmos os significados de cada palavra da classificação que acabamos de dar ao desenho, temos:

Ebulição - faz referência ao que está quente, em movimento;
Visual - caracteriza a imagem associada à situação, que fala por si só;
Inconsciente – significa o descanso de se relacionar, o modo como absorvemos os eventos mesmo que eles pareçam passar despercebidos.

O desenho do qual falamos é a forma, a maneira, o caminho como tudo nos é apresentado. A forma como estamos nos informando da importância de uma nova consciência ambiental, que venha gerar uma nova qualidade de vida, que seja unânime é “materializada” em nossa mente pelo desenho. A maneira como absorvemos as informações de vestuário, moda, os utensílios que usamos no dia-a-dia, o mercado imobiliário e até, porque não dizer, a nossa própria reação é desenho.

Agora, que tal chamar desenho de design? Tudo bem que em outro idioma a palavra carrega mais estilo, mas acorde! O significado é o mesmo.

Aí está, caro leitor, a importância de se ouvir falar em desenho e assimilar o que realmente esse termo significa para que ele não seja associado apenas a tendências mercadológica ou a uma produção artística.

Desenho ou design, como preferir, tem seu valor inconsciente não apenas relacionada ao formato da roda quando inventada na Idade da Pedra, mas desde a primeiridade daquele pensamento, até à forma como seus significantes vêm sendo assimilados e construídos.

Palmas para o design. Ele não é apenas moderno. É cosmopolita, contemporâneo e chique.”

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