Idéias 2.0

Muito se fala em web 2.0, alguns ja falam na 3.0, mas na verdade tudo isso causa as vezes um grande embaraço pra quem não conhece esses termos, há quem é contra e que é a favor, hoje lendo o Webinsider achei uma matéria bem interessante escrita pelo JC Rodrigues que fala bastante coisa dobre web 2.0, vale a pena ler.

Procura-se: escreva aqui sua idéia web 2.0

O conceito de web 2.0 fez com que planejadores de comunicação e tecnólogos repensassem a forma como disponibilizavam recursos e ações publicitárias para o público em geral.
Do ponto de vista técnico, a utilização da internet como plataforma para aplicativos e ferramentas quebrou o paradigma da solução ‘in-a-box’. Mas a discussão neste artigo não trata da ‘webalização’ de aplicativos mais sim de como o conceito de UGC (User Generated Content) vem sendo tratado pelo mercado publicitário em suas campanhas e websites.
Do final de 2006 para 2007 houve uma verdadeira migração do que era ‘cool’ no mundo virtual. Redes sociais e second lifes à parte, vimos uma verdadeira enxurrada de projetos web pedindo que o usuário (consumidor) conte sua história, envie sua foto, envie seu vídeo, enfim, ajude a construir o conteúdo do ambiente receptivo proposto.
Pois bem, passada a novidade, o que se nota é uma repetição de fórmulas prontas quando ações de comunicação se utilizam da internet colaborativa na venda de um produto ou conceito.
Quase como um roteiro pronto, pede-se aos usuários que:

1) visitem ou escrevam uma frase/blog;
2) enviem sua foto/vídeo ou
3) digam como vai ser o futuro

Dois questionamentos derivam destas ações: primeiro, até quando as pessoas se sentirão motivadas a colaborar em nome de campanhas publicitárias? Até quando ver o próprio nome publicado em um website terá apelo suficiente para envolvê-las em sua ação? A partir do momento em que todos trabalham as mesmas molduras na concepção criativa de campanhas publicitárias, qual o fator de diferenciação que fará com que as pessoas participem em uma ou outra ação (ou qualquer uma delas)?
Um segundo ponto, o que mais pode ser feito com internet colaborativa além das três opções apresentadas acima? Será que tudo de web 2.0 resume-se à “visite/escreva uma história, envie sua foto/vídeo/história e diga como vai ser o futuro”?
Bem, por partes. O envolvimento das pessoas em ações com UGC está intrinsecamente ligado a dois possíveis benefícios, a utilização de ações promocionais, com premiações que motivem a colaboração do usuário ou, o que ocorre em sua maioria, os ‘15 minutos de fama de Andy Warhol’, a simples possibilidade de verem suas criações e seus dados pessoais publicados no website de uma grande empresa.
A utilização desenfreada de ações promocionais como subsidio para a colaboração, além de ser um tanto quanto dispendiosa, pode tornar-se a ‘figurinha do chiclete’, não permitindo que outra mecânica similar exista sem que haja o benefício adicional do prêmio. Esta possibilidade, por si só, é descartada.
Trabalhar o motivacional em cima da publicação dos dados dos participantes tem sido, contudo, a melhor (e mais barata) saída para projetos baseados em UCG. Desconsiderando eventuais problemas jurídicos inerentes à hospedagem de conteúdo gerado por terceiros (tema para outro artigo), o que vemos é um pequeno grupo de usuários que realmente envolvem-se com o tema proposto e outros 90% de visitantes ocasionais cujo interesse na ação é tão profundo quanto o relacionamento sentimental com seu último almoço (ok, mais um desses sites “visite/escreva uma história, envie sua foto/vídeo/história e diga como vai ser o futuro”).
A carência de criatividade na concepção e fluxo de navegação nos websites publicitários baseados em 2.0 banaliza o impacto das ações publicitárias, reduzindo com isto a quantidade de pessoas envolvidas com seu tema (objetivo primário do conceito).
Onde está a solução então? Inicialmente na compreensão de que o conceito de Web 2.0 não se trata apenas de usuários fazendo o conteúdo de um website, mas sim da descentralização da produção da informação. Mas uma coisa não é igual à outra?
Não necessariamente, sobretudo se avaliarmos, inicialmente, questões como o repertório individual de cada usuário, seus conhecimentos e experiências e, num mesmo nível, sua localização geográfica (uma informação que só ele tem, até que se descubra como dois corpos podem ocupar o mesmo espaço/tempo).
O conhecimento particular de um indivíduo poderia ser usado para otimizar conteúdos ou serviços web (muito mais do que a capacidade de escrita de cada indivíduo para “escrever uma frase sobre..”). Serviços como Wikipedia e Google Maps/Earth já se fazem valer desta característica sendo, simultaneamente, sites web 2.0 e sites úteis. Sem copiar estas fórmulas já prontas, quando é que uma empresa criará uma campanha publicitária 2.0 e útil?

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