Lendo os blogs do qual eu sempre costuma acessar achei uma matéria muito interessante no Blog do Meio Bit sobre design, Fabiane Lima levantou uma questão que sempre dá o que falar, muitas pessoas ao ver um novo produto simplesmente rotulam-o como que design bonitinho, sem se importar nos processos que envolvem ao resultado final.
confiram a matéria:
“De acordo com a Wikipedia em português, design “é um esforço criativo relacionado à configuração, concepção, elaboração e especificação de um artefato. Esse esforço normalmente é orientado por uma intenção ou objetivo, ou para a solução de um problema”. Não vou entrar aqui nas questoes referentes a etimologia e a inexistência de um termo correspondente em língua portuguesa, mas sim em questoes práticas.
Conforme prega o senso comum - e se você leu Freakonomics sabe que, invariavelmente, o senso comum está errado -, designer é aquele cara descolado e modernoso que curte bandinhas britânicas indie, e que trata de dar uma caprichada no visual das coisas, sejam elas o flyer da padaria da esquina ou o novo case da Alienware. Tirando a parte das bandinhas indie, infelizmente, algumas vezes essa é mesmo a verdade, mas eu prefiro acreditar que estes sejam publicitários frustrados que fizeram o curso errado.
O designer está (ou ao menos deveria estar) preocupado com outras coisas mais além disso. Afinal de contas, é pra isso que ele se enterra entre quatro e cinco anos num curso universitário para estudar Arte, Ergonomia, Desenho, Fotografia, Semiótica, Antropologia, Materiais e Processos, IHC, Usabilidade, Percepçao e, em algumas instituiçoes, até mesmo Física, Matemática e Resistência dos Materiais, aquela matéria que os engenheiros civis e outros profissionais de áreas adjacentes estudam e que pode determinar se um edifício ficará em pé ou não. Como se pode perceber, uma grande gama de áreas do conhecimento humano, com maior ou menor grau de relacionamento entre si.
E ainda tem que ter moral de não rodar a baiana quando ouvir de seus camaradas que isso é curso de mulézinha, ou de quem não sabe o que quer da vida. Mas ele, designer, sabe o que quer da vida, porque ele entrou nessa barca furada de profissão que ninguém dá valor com um simples objetivo: fazer coisas boas e melhores para as pessoas, seja para consumo rápido, seja para durarem anos.
Mas os estereótipos ofuscam tudo isso, e de repente alguém lasca aquela: “E o Jon Ive foi condecorado pela rainha da Inglaterra em 2006 só porque ele fez uns computadores bonitinhos?”
Quando se diz que design deve proporcionar uma boa experiência ao usuário, é exatamente isso. Mas não no sentido de impressionar, vender e o cliente que se dane no fim do processo, a grana já entrou. Não. Obviamente que envolve visual e aparência, pois não seria nem um pouco bom para a reputação de uma empresa ver que seu produto ótimo, lindo e perfeito não é aceito porque, bem, porque ele é feio.
Mas esta é só a ponta do iceberg. O design de um produto também relaciona o material de que ele é feito (considerando impactos ambientais, economia, durabilidade…), a interação do usuário com o produto (usabilidade, conforto, ergonomia, estética, respeito a padroes de segurança…), a tecnologia utilizada (se é viável, se tem um custo razoável, se LCD é melhor que CRT, se é melhor usar Flash, HTML ou Silverlight…), a interação do produto com o ambiente (se esse monitor não ficará muito trambolhudo na mesa do usuário, se essa tinta de impressão offset é mais agressiva ao meio-ambiente…), entre milhoes de outros aspectos que devem ser considerados na hora da atividade projetual.
Da próxima vez que você pensar em dizer que algum produto é só design (em sentido pejorativo), substitua a palavra. Design é projeto, processo e concepção, nao é firula. Como bem diz o Design Dictionary, design é o que afeta nossas açoes cotidianas.”
Bom achei muito interessante essa matéria, caso queira ler ela completa e comentar a respeito dela é so clicar aqui e acessar o Meio Bit.













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